Use Seu Dom Criativo Como Um Negócio

Será possível manter um negócio baseado em talentos natos? Falo de pessoas como artistas, escultores, escritores e outros que usam das suas paixões criativas para alcançarem seus sonhos.

Há uma crença generalizada de que é muito difícil ganhar dinheiro como artista. Afinal, o conceito de um “artista morto de fome” ainda persiste em nossa sociedade cada vez mais capitalista. Existe espaço para se estabelecer negócios que sejam interessantes a nível de satisfação pessoal e financeiro?

Pessoalmente, realmente creio que uma pessoa com talentos artísticos pode fazer dinheiro se alargar suas competências para o campo da gestão. Para unir o útil ao agradável você deve tratar a sua arte como um negócio. Se deseja viver da sua paixão, deve aprender sobre marketing, vendas e fluxo de caixa. Você precisa de um modelo de negócio que funcione – e não um que depende de doações ou folhetos.

Quero me concentrar na criatividade, não no negócio.

Muitas vezes ouço as pessoas dizerem “ah, mas eu não quero lidar com tudo isso”, “eu quero focar no que eu sou bom – ser criativo – só quero ser um artista.”. Eu realmente não sei quantas vezes eu já ouvi isso de escritores, artistas e músicos.

Bem, particularmente, gostaria de estar em uma ilha tropical, debaixo de uma árvore frondosa, bebericando minha água de coco gelado enquanto escrevo meu próximo artigo ou organizo meu primeiro livro. Gostaria de simplesmente deixar para lá todas as contas, planilhas, declaração de imposto de renda, plano de negócios, etc. Mas, infelizmente, isso é apenas uma ilusão.

No seu caso, se você se tornar tão bem sucedido como Mel Gibson, Gisele Bündchen ou Ronaldo Fenômeno, poderá se dar ao luxo de empregar um exército de assistentes, contabilistas e consultores de negócios, então, com certeza, poderá deixá-los cuidar da parte burocrática do negócio, enquanto se concentra exclusivamente na sua “arte”. Mas até chegar esse momento, as chances de que você precisa levar a sério o lado comercial das suas paixões criativas são enormes, se deseja estabelecer rendimentos adequados a partir delas. Isso não significa que você precisa estudar contabilidade ou frequentar uma faculdade de administração. Você só precisa ter conhecimentos mínimos sobre 3 fatores estratégicos de qualquer empresa: controle do fluxo de caixa, marketing e vendas.

O trauma das vendas.

A maioria das pessoas dizem: “Eu não gosto de vender.”. Outras: “Eu meu trabalho fala por mim, a minha arte se vende sozinha. Só quero que as pessoas comprem se elas se sentirem tocadas. Afinal, não sou bom em vendas.”.

Podemos entender totalmente o fato de não gostar da ideia estereotipada de um vendedor que pressiona para fechar um negócio. Mas, a realidade é dura assim: se você não anunciar o próprio produto, se não vendê-lo, quem vai?

A boa notícia é que graças à internet, a área de vendas se tornou muito mais simples do que costumava ser. Você pode contratar consultoria especializada (nós fazemos esse serviço para você) para hospedar um site que faça as vendas no seu lugar. Deve fazer marketing por email para as pessoas que começarem a frequentar seu site e se inscreverem para receber as suas atualizações ou newsletter; fazer publicidade direcionada nas redes sociais, etc, tudo isso a um custo relativamente baixo. E se o dinheiro para esses investimentos estiver curto, pode fazer anúncios em classificados gratuitos online ou vender seus produtos em leilões virtuais, tudo isso de forma simples e gratuita (ou quase!). Você ainda pode optar por abrir uma loja online, através de plataformas como o Shopify (em inglês) ou Webnode (clique em “Loja Virtual” – planos a partir de apenas R$12,45 por mês). Todos esses meios permitem que você possa ao mesmo tempo, se dedicar a sua arte e fazer dela um grande negócio, tanto online quanto off-line.

Tudo isso serve para mostrar que você não tem que montar uma loja tradicional para começar a vender seus produtos e fazer da sua arte a sua fonte de renda. Mais da metade de todo seu esforço se concentrará na construção do seu perfil e rede on-line – de modo a entrar no radar das pessoas certas (clientes potenciais, armazenistas e pessoas influentes na sua área artística). Com o tempo (e isso ocorrerá de maneira bastante natural), começam a conhecer a sua pessoa e o trabalho que desenvolve. Passam a gostar e confiar em você. E quando chega a hora de comprar, simplesmente consultam os produtos que você tem disponíveis, fazem o pedido e o pagamento. E os seus clientes já estarão bastante confortáveis para isso. A partir desse momento, passarão a “vender” por você, através da recomendação dos seus produtos ou quando alguém perguntar a origem de determinada “peça”.

Conclusão

A verdade é que se você não tratar a sua paixão criativa como um negócio, então ela permanecerá para sempre um hobby. E você terá que trabalhar em outras áreas para se sustentar. Mas, se seguir esses passos, verá o quão maravilhoso é o mundo da arte aliado aos negócios. Você se colocará em uma posição em que poderá simplesmente explorar todo seu potencial criativo, e o dinheiro fluirá com naturalidade, resultado de um trabalho de excelência aliado ao seu gênio artístico.

Para complementar este texto, leia também Faça da Sua Paixão o Seu Ganha Pão. E acho que vai gostar ainda:

Desejo saúde e sucesso!

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Cláudio Corgozinho

Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Escritor, Life, Executive & Professional Coach, Problogger, idealizador do Mais Dinheiro No Seu Bolso.

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