O Fator Sorte Nos Negócios

Muitas pessoas entendem de forma bastante equivocada o conceito “sorte”. Isso se deva, talvez, a própria definição que nossos dicionários trazem sobre o termo: “força que determina ou regula tudo quanto ocorre, e cuja causa se atribui ao acaso das circunstâncias ou a uma suposta predestinação: São imprevisíveis os caprichos da sorte.”. Outro léxico bastante conceituado, afirma que sorte é “fado, destino. 2. Acaso, risco. 3. Quinhão que tocou em partilha. 4. Estado de alguém em relação à riqueza. 5. Bilhete ou outra coisa premiada em loteria.”.

É preciso deixar claro que o evento sorte, assim entendido como acontecimento meramente aleatório, definitivamente, não se aplica ao mundo dos negócios. Tudo aquilo que dependente de fatores incertos, sujeitos ao acaso, simplesmente casual, fortuito ou acidental são raríssimos de acontecer, seja qual for a empresa ou seu porte econômico. 

Na atual conjuntura globalmente competitiva, aquele que espera um dia “ter sorte” e mudar de vida”, arrisca-se a chegar aos 70 anos sem aposentadoria e muito triste com seu aparente “azar”. Da mesma forma, quem “aposta” em negócios

É muito importante que o profissional esteja hoje atento a todas as mudanças que ocorrem em velocidade cada vez maior, independentemente do ramo de atuação. 

O termo ora analisado deve ser imediatamente repensado, sob pena de se continuar a culpar eventos que em nada podem ser responsabilizados pelo não aproveitamento de oportunidades que abundantemente são oferecidas diariamente. Se podemos dizer que a sorte existe é tão somente para aqueles que efetivamente sabem reconhecê-la e aproveitá-la nos momentos oportunos.

A Reconstrução do Paradigma

Para facilitar o reconhecimento de quando a sorte influencia os negócios, a primeira coisa a fazer é reconstruir o paradigma sobre o qual está fundamentada. Portanto, a redefinição do conceito parte do princípio de qua a sorte está calcada em 4 elementos distintos: podemos dizer que existe o evento sorte quando, (1) qualificação (ou preparação) encontra (2) oportunidade, existe (3) disponibilidade para aproveitá-la e é (4) viável, tudo isso acontecendo concomitantemente.  Vamos explicar melhor o conceito:

Imagine, por exemplo, um profissional extremamente qualificado para uma tarefa ou função. Porém, ele se encontra em um lugar onde não surge a oportunidade para exercer os seus dons. Pode ser também que em determinado momento o mercado não esteja receptivo a certos profissionais, serviços ou produtos. Entretanto, não se pode dizer que nesses casos houve  “falta de sorte”. O que ocorre é que, apesar de existir a qualificação correta, inexiste oportunidade, disponibilidade e viabilidade para aproveitá-la. É o caso de um excelente vendor querer vender gelo no pólo norte. Por mais qualificado que seja o profissional em vendas, o mercado não gera demanda suficiente para que ele tenha sucesso no negócio. Inexiste o segundo elemento, ou seja, oportunidade a ser aproveitada. Em razão disso, o negócio se torna inviável (4º elemento).

O mesmo acontece quando não se está devidamente qualificado para agarrar uma grande oportunidade. Se por exemplo,  seu currículo não preencher as exigências de certo cargo, de nada adianta a oportunidade para você. De nada adianta a vacância do cargo, para você ele é indisponível. Você chamaria isso de “não ter sorte”? 

Pode ser ainda que se esteja qualificado e a oportunidade apareça (a presença dos dois primeiros elementos), mas, se não estiver disponível para aproveitá-la, de nada adiantará. É o caso, por exemplo, de aparecer um trabalho extra que paga muito bem, mas, que ocorra no mesmo sábado de uma viagem que já está programada há 6 meses. Estão presente três dos quatro elementos que compõem a sorte, mas, a ausência da disponibilidade joga todo o resto por água abaixo. Alguns diriam:  “Puxa, que falta de Sorte!”.

Por fim, ainda que você esteja qualificado (1º elemento), uma grande oportunidade apareça (2º elemento) e exista a disponibilidade para aproveitá-la, pode não ser viável (4º elemento) no momento. É o caso de um profissional que recebe a tão sonhada promoção para liderar os interesses da empresa em determinado país. Ocorre que ele terá que mudar em caráter de urgência para o Japão. Quanto à mudança (3º elemento, disponibilidade), tudo bem, porque ele domina o idioma assim como a cultura japonesa. Acontece que sua mãe está gravemente enferma e seu amor por ela impede que a deixe sozinha. A oportunidade simplesmente não era viável para o executivo naquele momento.

Portanto, quando encaramos pela ótica profissional, a sorte não é a simples ocorrência positiva (ou negativa) de um evento aleatório. Como vimos, quando uma oportunidade aparece (o que muitos chamam de “pura sorte”), é necessário que concorram uma série de fatores decisivos (em nada aleatórios) para que ela possa ser “desfrutada”. Ausente qualquer dos elementos mencionados, não há como agarrar a oportunidade.

E você, acha que a sorte influencia nos seus negócios diários? Tem alguma experiência neste sentido? Compartilhe conosco as suas vivências, e se gostar, use os botões abaixo para compartilhar este e outros artigos nas redes sociais!

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Um forte abraço e até a próxima!!

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Cláudio Corgozinho

Advogado, Conferencista Internacional, Facilitador em Treinamentos Empresariais, Empresário, Escritor, Life, Executive & Professional Coach, Problogger, idealizador do Mais Dinheiro No Seu Bolso.

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